"of course i'm respectable, i'm old. politicians, ugly buildings and whores all get respectable if they last long enough."
in chinatown
10 de janeiro de 2013
3 de janeiro de 2013
21 de dezembro de 2012
29 de outubro de 2012
9 de outubro de 2012
6 de setembro de 2012
feliz funeral.
é verdade, tens razão.
eu sei, tu tens ido trabalhar.
e amanhã também irás.
eu sei.
eu sei das coisas.
às vezes as pessoas pensam que eu não sei. mas eu sei das coisas.
é verdade.
às vezes o tempo foge e a luz vai para o céu, mas as coisas ficam.
ficam porque não podem ir.
ficam porque não têm quem as leve.
houve tempos em que as pessoas as levavam.
mas agora já não levam.
elas ficam.
as pessoas vão, mas elas ficam.
elas ficam.
e como ficam, eu sei das coisas.
4 de julho de 2012
passei para a língua. saturei-me da língua. fujo da língua.
passei para o poético. saturei-me do poético. fujo do poético.
passei para a imagem. saturei-me da imagem. fujo da imagem.
passei para o corpo. passei para o culto irracional do corpo e das suas potencialidades cénicas, o corpo enquanto manifestação privada de solidão tornou-se a minha verdade teatral. saturar-me-ei do corpo. fugirei do corpo.
passei para o poético. saturei-me do poético. fujo do poético.
passei para a imagem. saturei-me da imagem. fujo da imagem.
passei para o corpo. passei para o culto irracional do corpo e das suas potencialidades cénicas, o corpo enquanto manifestação privada de solidão tornou-se a minha verdade teatral. saturar-me-ei do corpo. fugirei do corpo.
29 de maio de 2012
peter brook-o espaço vazio
"Conheci um actor que ensaiou Hamlet durante sete anos e nunca o chegou a representar porque o encenador morreu antes da peça poder estrear."
noutros tempos.
noutros tempos
só as almas sabiam morrer
noutros tempos
enrolavas-te em mim para te manteres vivo
noutros tempos
tinha ataques de esperança e melancolia
noutros tempos
o passado não voltava, mas não era o passado que chorava
noutros tempos
se não acontecesse, não acontecia
noutros tempos
roubavam-nos o sexo, mas os amigos davam-nos o amor
noutros tempos
o mito romântico escondia-se nos sonhos e agora nos sonhos vivem pedaços de amor quebrados
noutros tempos
só as almas sabiam morrer, agora também nós sabemos
só as almas sabiam morrer
noutros tempos
enrolavas-te em mim para te manteres vivo
noutros tempos
tinha ataques de esperança e melancolia
noutros tempos
o passado não voltava, mas não era o passado que chorava
noutros tempos
se não acontecesse, não acontecia
noutros tempos
roubavam-nos o sexo, mas os amigos davam-nos o amor
noutros tempos
o mito romântico escondia-se nos sonhos e agora nos sonhos vivem pedaços de amor quebrados
noutros tempos
só as almas sabiam morrer, agora também nós sabemos
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