21 de dezembro de 2012
29 de outubro de 2012
9 de outubro de 2012
6 de setembro de 2012
feliz funeral.
é verdade, tens razão.
eu sei, tu tens ido trabalhar.
e amanhã também irás.
eu sei.
eu sei das coisas.
às vezes as pessoas pensam que eu não sei. mas eu sei das coisas.
é verdade.
às vezes o tempo foge e a luz vai para o céu, mas as coisas ficam.
ficam porque não podem ir.
ficam porque não têm quem as leve.
houve tempos em que as pessoas as levavam.
mas agora já não levam.
elas ficam.
as pessoas vão, mas elas ficam.
elas ficam.
e como ficam, eu sei das coisas.
4 de julho de 2012
passei para a língua. saturei-me da língua. fujo da língua.
passei para o poético. saturei-me do poético. fujo do poético.
passei para a imagem. saturei-me da imagem. fujo da imagem.
passei para o corpo. passei para o culto irracional do corpo e das suas potencialidades cénicas, o corpo enquanto manifestação privada de solidão tornou-se a minha verdade teatral. saturar-me-ei do corpo. fugirei do corpo.
passei para o poético. saturei-me do poético. fujo do poético.
passei para a imagem. saturei-me da imagem. fujo da imagem.
passei para o corpo. passei para o culto irracional do corpo e das suas potencialidades cénicas, o corpo enquanto manifestação privada de solidão tornou-se a minha verdade teatral. saturar-me-ei do corpo. fugirei do corpo.
29 de maio de 2012
peter brook-o espaço vazio
"Conheci um actor que ensaiou Hamlet durante sete anos e nunca o chegou a representar porque o encenador morreu antes da peça poder estrear."
noutros tempos.
noutros tempos
só as almas sabiam morrer
noutros tempos
enrolavas-te em mim para te manteres vivo
noutros tempos
tinha ataques de esperança e melancolia
noutros tempos
o passado não voltava, mas não era o passado que chorava
noutros tempos
se não acontecesse, não acontecia
noutros tempos
roubavam-nos o sexo, mas os amigos davam-nos o amor
noutros tempos
o mito romântico escondia-se nos sonhos e agora nos sonhos vivem pedaços de amor quebrados
noutros tempos
só as almas sabiam morrer, agora também nós sabemos
só as almas sabiam morrer
noutros tempos
enrolavas-te em mim para te manteres vivo
noutros tempos
tinha ataques de esperança e melancolia
noutros tempos
o passado não voltava, mas não era o passado que chorava
noutros tempos
se não acontecesse, não acontecia
noutros tempos
roubavam-nos o sexo, mas os amigos davam-nos o amor
noutros tempos
o mito romântico escondia-se nos sonhos e agora nos sonhos vivem pedaços de amor quebrados
noutros tempos
só as almas sabiam morrer, agora também nós sabemos
25 de maio de 2012
rené pollesch-o amor é mais frio que o capital
"B-fico completamente à nora quando oiço toda a gente a falar de amor! devíamos obrigar os capitalistas a finalmente falar de dinheiro, porque estão sempre a falar de amor e da família e a lamentar a perda do meu querido pai!
C-o fim da família é uma tendência humana. e se a minha relação não é produtiva tenho de acabar com ela. uma economia de mercado liberal não se pode dar ao luxo de manter relações não produtivas."
C-o fim da família é uma tendência humana. e se a minha relação não é produtiva tenho de acabar com ela. uma economia de mercado liberal não se pode dar ao luxo de manter relações não produtivas."
24 de maio de 2012
oliveira martins-economia particular e pública
"Os interesses individuais acham-se muitas vezes em conflito orgânico, essencial, com os interesses públicos (…). Do predomínio absoluto dos interesses particulares, do afrouxamento dos vínculos sociais, nascem as crises de toda a espécie que são a triste comprovação desta verdade de todos os tempos: que o interesse dos indivíduos não basta para manter de pé o edifício de uma sociedade. (…) Quererá isto dizer que os interesses individuais não sejam legítimos, e que se torne necessário esmagá-los em nome dos interesses sociais? Não, por forma alguma. Todo o interesse, lícito moralmente, é legítimo desde que a lei o permite; e seria nefasta toda a lei que paralisasse todo o fomento do instinto do enriquecimento que é fundamental na economia das nações.”
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