16 de março de 2010

perco-me sempre na gulbenkian. por mais que tente, não há volta a dar.

12 de março de 2010

"é impossível não gostar de ti, mesmo nos dias frios em que não apetece gostar de nada."

by ana

footprints.

-are you running from me?
-i ran a long a time ago. now, i just walk.
-cause you're tired
-absolutely.
-and your lungs need oxygen
-totally true. that's it.
-yeah, that's it

7 de março de 2010

achas mesmo que conheces lisboa se nunca foste ao martim moniz?

6 de março de 2010

a morte em lisboa.

adoro fazer perguntas comprometedoras àqueles que estão obrigados ao silêncio. assim não têm escolha. são obrigados a mentir. o silêncio não é uma opção para eles. partilhar o segredo muito menos. mas eu sinto-me no direito de participar no segredo. logo, essa é a forma de entrar n'o jogo. a mestria da minha vida é a mentira e a loucura. a loucura é minha. a mentira fui buscá-la lá fora. porque quis, claro está. contudo, no outro dia tentei enganar-me. naquele dia. o tal. a festa já tinha acabado. toda a gente foi embora. uns seguiram para a esquerda. outros para direita. despedi-me de todos e, de repente, sem que desse por isso, fiquei sozinho. como se tivesse adormecido por um instante e a realidade me tivesse sido roubada. fui invadido por uma permanente sensação de abandono. a incerteza quanto ao futuro crescia de forma exponencial. o medo chegou. comecei a caminhar sem olhar para trás. sem reparar se o sinal estava verde ou vermelho. se estava no passeio ou na estrada. se a multidão inexistente corria para me abraçar ou para me espancar. tentei olhar para cima e procurar algum conchego numa luz a sair de uma janela. mas as janelas estavam fechadas. as luzes apagadas. a cidade tinha fugido. todos tinham fugido menos eu. não sei se essa espécie de impressão moral vinha do mundo exterior ou da minha existência. digamos que nasci com uma natural e incorrigível inclinação para o abismo. esse esboço de ideia ou reflexão foi interrompido quando fui fulminado por um poderoso feixe de raios luminosos. seguiu-se um impetuoso toque na perna esquerda, uma colisão com o meu braço direito e uma pancada de mão fechada no meu peito. a minha pulsação aumentou. as palpitações acercaram-se. comecei a ouvir incessantemente o movimento sincronizado do pêndulo de um relógio. era um som assíduo e incomodativo. tudo isso culminou com uma bordoada violenta de alcatrão que me rachou o crânio. foi como se de um golpe de martelo se tratasse. doeu mais do que o espetar de um picador de gelo no pescoço. a minha existência ficou estilhaçada naquele caminho, a que os vivos chamam de avenida, no fragmento de um segundo.

27 de fevereiro de 2010

my body is a battlefield. barbara kruger said your body is a battleground. but the thing is, my body is a battlefield.

24 de fevereiro de 2010

-foste apanhado a coçar os dentes.
-cala-te.
-é verdade. eu vi.

21 de fevereiro de 2010

o meu romantismo morreu esfaqueado numa esquina quando ia a caminho de tua casa.

16 de fevereiro de 2010

bad days allow me to think.


people say i'm a great listener. i thought i was. but now i find myself doing all the talking. i want the old days back.
i cried so much that my pillow became a river. not sure if it is the right thing to say. but i woke up terrified.
my psychologist said i should come over more often. the thing is i don't have a psychologist. probably i should get one.
i want my old casio back. i changed my hair. i look weirder now.
i want to give you space. all the space you want. i just don't want you to go away.
have you ever thought about how you're gonna die? i think a lot about that. the funny thing is each of us secretly believe that it's not gonna happen to us.
i'm getting older. people say i'm not. like compared to what? okay, maybe i'm not when compared to a cell phone. (pause) i'm scared.
write me a song. my own song. just a few words. okay, a letter sounds great.
one way or another we all lost people. sometimes things didn't go the way we expected
to. then came the point we accepted them. acceptance is important and underrated.

my mum doesn't call me anymore. and she's right. even though nothing is clear in my world.


... what about me?

15 de fevereiro de 2010

-oh, c'mon...let's go to the carnival party.
-oh, let's not.